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segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Saúde - Mente saudável

Leandro Karnal: “Estar sem ninguém não significa solidão”

Em "O Dilema do Porco-Espinho", o historiador Leandro Karnal reflete sobre a solidão, condição que atinge uma a cada quatro pessoas e pode afetar a saúde Um caso curioso sobre solidão: o filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860) tinha 16 anos quando, em julho de 1804, participou de uma expedição de montanhismo. Ao chegar ao topo do Monte Schneekoppe, na fronteira entre a Polônia e a República Tcheca, avistou porcos-espinhos tentando se aquecer do frio. Para se manterem quentinhos, os simpáticos roedores procuravam aconchego uns nos outros. Mas, assim que se aproximavam demais, feriam-se com seus pelos pontiagudos e, após um grunhido de dor, saíam de perto uns dos outros.

A imagem nunca mais saiu da cabeça de Schopenhauer. Tanto que, em 1851, chegou a descrevê-la no seu último livro, Parerga e Paralipomena. E, passados mais 167 anos, a cena serviu de inspiração para o novo livro de Leandro Karnal, O Dilema do Porco Espinho – Como Encarar a Solidão.
“Somos uma espécie de porco-espinho”, filosofa o doutor em História Cultural pela Universidade de São Paulo. “Quando solitários, somos livres, porém passamos frio. A dois ou em grupo, as diferenças causam dores. Teríamos de achar uma distância segura, que trouxesse o calor e evitasse o ataque”, arremata.
Ao longo das 189 páginas do livro, Karnal especula se a resposta para o dilema de Schopenhauer não estaria no mundo virtual, explica que a solidão sempre foi vista com desconfiança (“O pior castigo da penitenciária é a solitária!”) e faz um alerta: solidão, em excesso, pode matar. Por outro lado, na dose certa, a solitude – o nome que Karnal dá ao lado bom da solidão – é produtiva e essencial. “De todos os antídotos contra a solidão, a leitura é um dos mais criativos”, recomenda. Confira abaixo uma entrevista com esse famoso pensador brasileiro, hoje professor da Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista.
Mas, antes disso, o que aconteceu com Arthur Schopenhauer, aquele filósofo que inspirou o novo livro de Karnal? Ele nunca se casou. Viveu solitário em Frankfurt, dos 25 aos 72 anos, em companhia de seus inseparáveis cachorros. 
Leandro Karnal se inspirou em uma história do filósofo Schopenhauer para seu mais novo livro.
Fonte: Saúde _ https://saude.abril.com.br/mente-saudavel/leandro-karnal-estar-sem-ninguem-nao-significa-solidao/

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