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domingo, 13 de janeiro de 2019

MENSAGENS DA GRAÇA





Quero ler um texto e conversar com vocês sobre algumas coisas que eu julgo importantes. O texto está no Evangelho de João no capítulo 1, e diz o seguinte a partir do verso 10 (falando de Jesus o Verbo encarnado):
“Estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio Dele, mas o mundo não o conheceu, veio para o que era seu, e os seus não o receberam, mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, os que crêem no seu nome, os quais não nasceram do sangue (não é algo genético-hereditário) nem da vontade do homem (não é produto de auto-condicionamento, nem de lavagem cerebral e nem de comportamentalismo, não é da vontade do homem, não é da decisão do homem) mas nasceu de Deus... E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos sua glória, glória como do unigênito do Pai.”
As perspectivas de leitura do texto citado:
1) aquela dos cultos de evangelização da igreja, onde esse é um dos textos prediletos, porque supostamente, ele cria uma diferença entre “Eles” e “Nós”. “Nós”, somos os que cremos no Seu nome, “Eles” são os que não crêem no Seu nome, e de maneira mais original ainda, o “Eles” são os Judeus, “...veio ao que era seu...” (povo de Israel), “...mas os que eram os seus...” (naturalmente seus), daquela oliveira natural de Romanos, “...não o receberam...” então, “...os que o receberam...” - no caso imediato do Evangelho, os gentios e até mesmo, aqueles que Nele creram dentre os Judeus - esses tais receberam o poder de serem feitos filhos de Deus. Então a síntese que se faz é a seguinte: Essa aqui, num culto de evangelização, não é uma assembléia de Judeus onde estamos em Jerusalém, então “Judeu é quem não é evangélico”. Essa é a compreensão cristã, é ou não é? “Eles” são os que não fazem parte do “Nós”, não freqüentam nosso clube, não estão presentes aqui sob a jurisdição - ou como alguns gostam – ‘sob a cobertura espiritual´ que nós oferecemos... Então eles são “Eles”, e todo mundo que não gosta da pregação, a gente diz que não recebeu Jesus, rejeitou Jesus... Aí a interpretação é a seguinte: é ‘descrente’, é um ‘incrédulo’, ou como a gente prefere é ‘ímpio’. Eu digo que não! Talvez ele achou isso tudo óbvio demais, ou ele só viu preconceito no que foi dito, ou ele só viu ostentação e jactância moral, ou ele só sentiu legalismo, ou a energia espiritual que você vibrou enquanto falava era só de hostilidade, ou ele olhou para você e viu que estava estampado lá na cara “171”, e de fato isso não entrou em você, não penetrou, não se transformou na sua vida, não habita as tuas células, não faz parte da tua essência, não compõe o teu cotidiano, não é verdade no teu choro, não é verdade no teu riso, não é verdade da tua vida! E graças a Deus quando há esses que, em ouvindo a falsificação da mensagem do Evangelho, não a aceitam, porque pior é a condição daqueles que aceitam a falsificação como se o Evangelho fosse, e aí mergulham num engano profundíssimo de pensar que estão crendo naquilo que não é Evangelho, que se entregaram ao “evangelho” como se Evangelho fosse, mas de fato é uma outra coisa que não tem absolutamente nada a ver com a mensagem de Jesus. Aí o cara vira Cristão, vira evangélico, vira qualquer outra coisa, mas não experimentou, de fato, no cerne da vida a experiência de ser feito filho de Deus, porque para nós, essa é uma experiência que caiu num nível de banalidade absoluta. Filho de Deus é um indivíduo que levantou a mão e disse: “eu aceito e me conformo com o que você falou”, aí ele se submete a isto, vem e aceita o batismo que a ele é proposto, e a seguir, lhe é dada uma lista de obrigações, e ele diz: “eu topo, e Deus me ajude, e me dê toda força do mundo para eu prosseguir”, dão a ele uma carteirinha de membro daquela igreja, ele tem privilégios de votar, quando as assembléias são democráticas, mas, na maioria das vezes, ele tem o privilégio de dizer: “Sim, senhor meu bispo”, e aí virou um filho de Deus!? Esse é o nível da brincadeira, é isso que está sendo praticado, e é justamente por isso que a gente não vê nada acontecer na vida humana quando o indivíduo se aproxima supostamente da pregação do Evangelho, porque a pregação carrega apenas esses conteúdos pedrados, e que nada mais são do que movimentos de tentativa de persuasão e de convencimento humano sobre o homem, para fazer esses homens pertencerem a nossa agremiação e aí a gente diz: “converteu-se e tornou-se um filho de Deus” (?!). Mas não é nada disso, minha gente!
2) Infelizmente, temos que admitir que a leitura desse texto tem que ser refeita em cada nova geração, levando em consideração a possibilidade que nós sejamos os Judeus existenciais desse tempo. Aqueles que falam no seu Nome, que dizem que O invocam, se reúnem pra Lhe prestar culto, que dizem crer no Evangelho, que fazem afirmações peremptórias sobre a sua vinculação com Jesus, do mesmo modo que os Judeus faziam, só que com muito menos intensidade do que eles, que jejuavam duas vezes por semana, davam todos os dízimos possíveis e imagináveis, obrigavam-se a regras de comportamento que tornam a todos nós, discípulos do Chacrinha. Agora, esses indivíduos, são justamente aqueles para os quais Jesus veio (as ovelhas da casa de Israel), veio para o que era seu. Ele já tinha dito: “Abraão, o vosso pai, viu os meus dias e se regozijou e então, Ele veio para dentro daquilo que naturalmente continha a semente da consciência da visita de Deus ao planeta, veio para o seu povo... da esperança messiânica, veio para o povo que aguardava a libertação que dos céus viria, mas o povo ficou tão pré-condicionado, e estabeleceu tantos parâmetros, paradigmas e referências e construiu tantos ídolos mentais acerca dessa visita de Deus à terra, que quando Deus veio, ninguém conheceu. Estavam tão pré-fabricados, pré-conceitualizados, pré-munidos, tão pré-condicionados, tão forjados estavam os ídolos psicológicos da esperança messiânica, que quando chega Jesus, andando em simplicidade, e caminhando entre eles sem pirotecnia nenhuma, com a cara limpa e lavada, abraçando aos que o abraçavam, acolhendo a todo aquele que precisava de acolhimento, comendo com quem quer que o convidasse, entrando nas casas que para ele se abrissem, desejando e trazendo paz para qualquer alma aflita e angustiada, sem fazer distinção de pessoa alguma, sem escolher castas, sem privilegiar grupos; veio com a liberdade com a qual Deus se manifesta, fazendo nascer o sol sobre maus e bons, vir chuva sobre justos e injustos, assim é Jesus de Nazaré, farto e exuberante da graça que apresenta.
Mas... a eles parecia estranho demais, não coincidia com a programação, não coincidia com o que estava pré-estabelecido, com os quadros pintados, com os desenhos feitos, parecia até esses nossos Jesus de pintura, eles ilustram perfeitamente a construção do Cristo psicológico de cada um de nós. Aí é conforme o desejo do artista, ou conforme a identificação racial dele, ou até conforme a própria opção interior ou até sexual dele. Isso é apenas uma ilustração do que aconteceu quando eles pintaram os cenários e puseram o Messias no alto do panteão das suas idealizações, no curso de séculos e aí: “Ele veio para o que era seu, e os seus não o conheceram nem o reconheceram”.
Como eu disse a pouco, a coisa mais sadia, e mais salutar que a gente poderia fazer seria termos dentro de nós a coragem de perguntar e também de admitir que - possível e provavelmente, do ponto de vista existencial – nós, cristãos, tenhamos nos tornado equivalentes aos judeus originais quando da Encarnação, aqueles que tinham tudo para acolher, tudo para receber, tudo para se beneficiar, aos quais a Palavra já havia sido dirigida e destinada anteriormente, que tinham uma história longa de avisos proféticos, de inspiração divina, de oráculos divinos, de falas divinas, mas que ficaram completamente pedrados, cristalizados, engessados pelo fato de que aquilo que era meio se transformou em fim e o culto a Deus passou a ser mais importante do que o Deus do culto e a religião passou a ser aquilo que teve prevalência sobre a ligação do coração com Deus, e os sacerdotalismos tomaram o lugar da espontaneidade visceral de um indivíduo que chega sozinho e bate no peito como o publicano e baixa a cabeça e diz: “tem misericórdia de mim, pecador”.
Eu, quando leio esse texto hoje, não penso mais nos Judeus faz 2000 anos.
Os Judeus agora somos nós, os Judeus são Cristãos, e a tragédia é essa, é que: “Ele veio para o que era seu, e os seus não O receberam”.
E aí você diz: “Mas como que a gente não O recebeu? Nós confessamos o nome de Jesus!” Mas confessar o nome de Jesus não significa muita coisa, e aí você diz: “Mas como!?” É que o nome de Jesus não é uma pedra filosofal, não é uma construção mágica formada das letras: J E S U S. Como se ao juntar essas letras, pudesse surgir um poder de uma equação quântica. Junta tudo e “pá!!!!!!!”. Veja: Meu nome é Caio. Solto de mim não significa nada, ele não cabe em qualquer lugar. Não designa coisa alguma. Esse nome só ganha algum significado relacionado a mim, quando em sendo descrito, me descreve; porque se ele for dito e a descrição que acompanhar não for equivalente a quem eu sou, existe apenas a utilização do meu nome, mas não estão falando de mim. E com Jesus acontece o tempo todo a mesma coisa no meio cristão, o Nome é gasto e está em uso e desuso. Já tem gente que reconheceu patente do Nome, que é dono do Nome, da marca, da franquia. Fala-se em Jesus o tempo todo, só não se vê a manifestação do espírito do Evangelho de Jesus entre nós, ao contrário, o que eu sinto é que há uma rejeição imensa.
“Ele veio para os que eram seus, mas os seus não O receberam.” E no Evangelho foi assim. Você começa a ler os evangelhos e vê o pessoal que tinha a Escritura na mão, enquanto alguns homens sábios caminham na direção da Palestina seguindo uma estrela nos céus e chegam até Jerusalém; vão procurar o rei Herodes querendo saber onde seria o lugar do nascimento do Messias. O pessoal que tinha a Escritura na mão sabia o que é que o profeta Miquéias dizia: “E tu Belém Efrata, que és a menor de todas as tribos de Israel, tu não vais ser a menor para sempre, porque de ti eu vou tirar o meu guia, aquele que vai ser luz e salvação...” Foram em cima da referência bíblica do texto, mas nenhum deles foi até Belém adorar. São os magos pagãos que fazem a viagem inteira sem escritura, sem Miquéias, sem instrução teológica, sem coisa alguma, mas com disposição de sair de casa e de chegar até o lugar onde estava o Ninguém.
“Ele veio para o que era seu, mas os seus não O receberam, mas ao três magos que O receberam, Ele deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus.” Ele veio para o que era seu... Visita a Sinagoga segundo o seu costume. Lucas 4 diz que Ele abre o livro, como costumava fazer. Cai em Isaías, no capítulo 61, onde Ele põe o texto e o lê: “O Espírito do Senhor Deus está sobre mim pelo que me ungiu para evangelizar os pobres, para anunciar libertação aos cativos e restauração de vista aos cegos, para por em liberdade os oprimidos e para anunciar o ano aceitável do Senhor. E tendo dito isto, fechou o livro e lhes disse: Hoje esta palavra se cumpriu aqui.” E o quê que eles fizeram? O tomaram pela sinagoga e O levaram para o lado de fora e O colocaram lá no penhasco da precipitação e queriam empurrá-Lo de cima abaixo e ameaçaram jogar pedras Nele e Ele passou pelo meio deles. Ele veio para o que era seu... Visita Nazaré, a cidade onde fora criado e admira-se de que ali, nem mesmo milagres Ele faça, exceto curar alguns doentes impondo-lhes as mãos, e o que se gera Nele - diz o texto de Marcos - é uma grande perplexidade com a incredulidade deles. Ele veio para o que era seu... Mas o lugar mais perigoso que houve para ele na terra foi o Templo. Quando ele vai andando para perto do Templo, e quanto mais próximo ao Templo ele vai ficando, os dias do seu caminhar vão seguindo na direção da cruz. Quando Ele procura a cruz, Ele vai para o Templo! Porque o lugar aonde a cruz se torna o caminho mais razoável é o Templo. Porque o Evangelho pregado no Templo gera a execução do Mensageiro, produz a cruz, significando dizer que ele podia andar em todos os caminhos despreocupadamente, mas o lugar do perigo era o lugar da religião.
Veio para o que era seu... mas os seus não O receberam. Mas, de repente, aparece uma mulher pagã Sírio-Fenícia num dia em que ele estava tentando descansar fora das fronteiras de Israel e não queria que ninguém soubesse que Ele estava ali; mas a mulher em sabendo, vai e Ele não pode se ocultar dela, e ela O perturba a tal ponto que entra e lhe apresenta o seu caso acerca de sua filha que estava horrivelmente endemoninhada, e aí Jesus ainda argumenta e diz: “Olha só minha filha, não fui enviado..., fui enviado para os judeus, para as ovelhas perdidas da casa de Israel...” Ela quase que disse: “...Mas eles não te receberam?!” E aí Jesus acrescenta: “Não é bom pegar o pão da mesa dos filhos e ficar dando aos cachorrinhos...” Ninguém faz isso, pegar a bisnaga, partir e “pega aqui Totó, vem cá Funny!.” Tirar dos filhos e dar para os cachorrinhos. E a mulher contra-argumenta e diz: “Senhor, mas os cachorrinhos debaixo da mesa comem das migalhas das crianças.” Aí Jesus disse: “Oh! Mulher, grande é a tua fé!” “Veio para o que era seu, mas os seus não O receberam, mas a todos quantos O receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus” Vai para tua casa, a tua filha está salva!
Ele veio para o que é seu, mas os seus querem discutir teologia com ele! Nicodemus o procura à noite. Ele é mestre em Israel, Doutor em Divindade. Ele vem e diz: “Mestre, nós sabemos que tu és vindo da parte de Deus, (Pela lógica, claro! Uma questão de lógica.) porque ninguém pode fazer os sinais que tu fazes se Deus não estiver com ele.” Aí Jesus diz: “Nicodemus, não estou falando de lógica, nem de causa e efeito, nem de filosofia grega, nem de nada disso, a única coisa que eu quero te dizer é que quem não nascer de novo não pode ver o reino de Deus que transcende a essas lógicas.” Tem um bocado de gente fazendo sinais e prodígios maravilhosos e não procedem de Deus. “Nem todo o que me diz ‘Senhor, Senhor’, entrará no reino dos céus” Nem todo o que cura, nem todo o que profetiza, nem todo que expele demônios, nem todo... Por isso, a questão não é se as obras miraculosas dizem Quem eu sou. Tu só vais saber quem eu sou no dia que teus olhos se abrirem, quando nasceres de novo. São coisas de outra compreensão, outro patamar, outro nível. As lógicas morrem diante dessa Revelação. Nicodemus argumenta, Nicodemus conversa, Nicodemus quer saber quais são os mecanismos, ele quer entender o “modus-operandi”, ele quer entender o fenômeno, ele especula acerca do fato, quer saber se é possível voltar até mesmo ao ventre materno e nascer a segunda vez. E aí Jesus simplesmente lhe diz: “O que é nascido da carne é carne, o que é nascido do Espírito é espírito, que aquele que é nascido do Espírito é tocado pelo vento, não sabe da onde vem nem pra onde vai, mas caminha pela fé e confia a inconsciência no fato de que o espírito que o leva é amor de Deus.”
Vem para o que é seu, mas os seus não O recebem! Preferem construir teologias a respeito Dele. Mas aqueles que O recebem, a esses dá o poder de serem filhos de Deus. Chega um centurião romano, cabo, sargentão, bicho duro, curtido, casca grossa; mas que é capaz de se condoer por um criado e vem até Jesus e com o pouco que ele sabe de Jesus, ele arregimenta uma fé que não é nem encontrável nas cercanias e aí ele disse para Jesus: “Olha, eu não sou digno que tu entres em minha casa, mas manda uma palavra, só diz uma palavra e o meu servo vai ficar curado, porque eu também sou homem sujeito à autoridade, eu conheço os princípios de autoridade e quando alguém me diz pra fazer uma coisa eu faço, quando recebo uma ordem superior eu obedeço e aqueles que estão sob mim, quando a eles eu dou uma ordem eles também a cumprem, de modo que eu sei que tu és aquele que tens a palavra das palavras, e que a tua palavra tudo se submete. Portanto, não precisa entrar em minha casa, dize só uma palavra, diz: ‘Eu quero, ah... eu desejo’, e meu servo vai ficar curado.” Aí Jesus olha em volta e diz: “Em verdade em verdade vos digo que nem em Israel, com todo esse pedigree, com todo mundo que nasceu da carne e carrega os genes de Abraão, educados nas leis e nos profetas e nos sacerdotes, e nos templos e nos ritos e nos jejuns e nas orações e nas religiões, eu jamais encontrei alguém com uma fé como esta.”
A gente não acredita, mas Deus é assim. O maior perigo que nós corremos é nos sentirmos como se fossemos os donos, os detentores, os seres aos quais, inevitavelmente, Deus vê como se nós o possuíssemos... Aliás, no nosso meio, a situação se configura mesmo desse modo: Deus virou um menino de recados da gente, a gente determina, a gente fala, a gente diz o que é que tem que acontecer, como é que ele faz, virou um boy dos nossos caprichos; o poder do Todo Poderoso serve apenas para praticar a nossa megalomania, os nossos caprichos.
Nós estamos hoje, espiritualmente, numa situação tão complicada como povo que confessa o nome de Jesus, que eu não tenho o menor problema em dizer que nós estamos em exata correspondência ao estado do qual os judeus estavam quando a Visita aconteceu, e eles estavam tão pré-programados que não o conheceram, mas a todos quantos o receberam, ele deu e dá o poder de serem feitos filhos de Deus. Quando a gente ia saindo do hotel hoje, eu falei para minha esposa que ia dizer uma palavrinha simples como esta aqui. Eu falei: ‘Estou sentindo um desejo de agora só pregar para crentes como se todos eles fossem uns incrédulos’. Porque a gente não entendeu nada...
“Deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus...” O que isso significa? Tornou-os evangélicos? Batizou-os? Deu a eles a ufania de uma mensagem para anunciarem a um vizinho num tom de superioridade? O que é que é tornar-se um filho de Deus? Num certo sentido, não há ninguém...nenhum humano que não seja filho de Deus, porque “Deus estava em Cristo reconciliando consigo mesmo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a mensagem da reconciliação de modo que nós rogamos aos homens que se reconciliem com Deus, porque Deus já está reconciliado com eles”.
Mas se tornar filho de Deus não tem nada a ver com mudar de religião, e largar uma que só falava em Maria e passar para uma outra que só fala no Filho dela. Se tornar filho de Deus tem a ver com viver com a consciência do significado da sua própria vida em Deus. É saber que a sua existência tem significado, que você é fruto do amor, que você é filho dos melhores desígnios, que o amor de Deus por você é inquebrável, é im-partível.
Ser filho de Deus é uma categoria de compreensão!
Isso porque Deus tem filhos que não se sabem filhos e tem filhos que se sabem filhos, porque até aqueles que não o receberam, continuam na própria ignorância, como filhos amados. A questão não é quem recebeu e quem não recebeu, e Deus não é vítima disso! A questão é que tem gente que usufrui do beneficio e tem gente que não usufrui do benefício.
No meio evangélico, a gente trata isso como se Deus virasse vitima: “Não me receberam, buaaah... Não me receberam! Logo eles, aí *meu Deus! * (Ele não pode falar isso porque Ele é Deus, né). Ai... ai... não me receberam, Ah! Tomara que alguém goste de mim. Ahhhh! E a gente ajudando Deus: “Creia em Deus, senão Ele entra em crise e destrói o mundo, Ele pode surtar a qualquer momento!” Então Deus virou a vítima dessa história. Mas sou eu e você os prejudicados nessa história, vocês entenderam? Não há nada que eu faça que aumente Deus, não há nada que eu deixe de fazer que diminua Deus. Eu não tenho o poder de fazer Deus crescer, eu não tenho o poder de fazer Deus diminuir. Eu não tenho nenhum poder sobre Deus. Se todos nós o amarmos, Ele não vai inchar. Se nós nos tornarmos indiferentes a Ele, Ele não vai encolher. Quem incha e quem encolhe sou eu, quando o amor que digo que tenho por Ele, não é amor, mas é apenas presunção de superioridade por conhecimento religioso. Aí eu incho, incho. E quando eu, no meu coração perco a chama da fé e da esperança, eu encolho e sucumbo. No entanto, o que tinha que ser feito, feito está, está consumado, está resolvido, está pago, não há retorno, foi feito para sempre!
Porém, tem gente que usufrui do beneficio e tem gente que não usufrui do benefício. Existem aqueles filhos de Deus que entram na festa e os filhos de Deus que não entram na festa, conforme a parábola do filho pródigo.
Tinha um filho do lado de fora que não queria entrar de jeito nenhum. “Não vou, não vou, não vou, não vou. Tô zangado, tô com raiva!” Tudo porque o pai deu poder ao filho que estava voltando de se tornar filho da casa.
“Ponde-lhe um anel no dedo, sandália nos pés, trazei-lhe a melhor roupa, matai um novilho cevado, contratem uma banda na cidade, vai ter festa hoje à noite, chamem os amigos, porque esse meu filho...”
"Esse meu filho!!!" - Ele diz. Veja que ele não deixou de ser filho em momento nenhum, em tempo algum, em hora nenhuma, mesmo comendo babugem depois das meretrizes... “Esse meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado.”
Aí vem o filho mais velho (olha como é que Deus tem filho encrenqueiro!) O filho mais velho voltou... foi chegando complexado, todo “crente” na figura, crentão legalista... Ele tinha uma fixação por uma cabritinha... Aí ele vem voltando do campo... suado... trabalhou o dia inteiro, cheio de justiça própria. Deve ter caminhado do campo para casa dizendo: “Deus, eu te dou graças por ser quem eu sou, diferente daquele meu irmão safado... Deve estar pegando todas aquelas mulheres...Ai, ai, ai! Sai!!!!”
Aí ele chega em casa dizendo: “Glória a mim, louvado seja eu”. Mas, quando ele entra, e começa a ouvir aquelas músicas, ele pensa: “Ops! Meu irmão gostava dessas músicas. Que história é essa... que surto de saudade é esse... que Papai está tocando as musicas dele?” Aí quando vai chegando, encontra um servo e diz: —Escuta, o que está acontecendo aí dentro de casa? —Foi o teu irmão que voltou e teu pai ficou feliz da vida! E se for um servinho daquele safadinho, ainda joga um veneninho: —Sabe aquela roupa que você gostava à beça? Ele tá vestindo essa aí! —Aquele anel que você estava de olho? O teu pai botou no dedão dele! —Sabe aquela sandália maneira, macia? É a que ele está calçando! —Sabe aquele novilho que a gente vinha cevando? Está assado, rodando lá e a moçada tá comendo!!! Aí o ‘crente’ baba: “Não! Ai!! Jesus!” Começa a ficar com raiva do Pai: “Meu Deus, que coisa insuportável, eu não entro nessa porcaria, não faço parte dessa festa. Eu não vou, eu não vou, eu não vou!” Porque a gente recebe a Jesus hoje, não só quando diz que acredita no nome Dele e no que Ele ensinou.
A gente recebe a Jesus, sobretudo, quando a gente recebe aqueles aos quais Jesus recebeu, quando a gente abraça os irmãos e os acolhe. Mas o crente não quis entrar na festa. “Veio para o que era seu...” E o Pai disse: “Meu filho, tudo o que é meu é teu.”
Mas ele não usufruiu o benefício, ele tinha uma lista de amarguras, ele vivia simplesmente tentando fazer supressão de gostos, prazeres, percepções, sentidos, possibilidades francas, lícitas, abertas, naturais da vida: “Perdeu? Então fique na miséria! Olho por olho, dente por dente!” Se todo mundo praticar, o mundo todo fica cego e banguela, mas este é o espírito do crente, sempre foi.
Aí o pai vai lá fora, e diz: “Meu filho! Entra, é teu irmão. Ele responde: “Não! É teu filho!” “E eu não vou fazer parte disso com esse teu filho! Ele desperdiçou os teus bens com as meretrizes enquanto que eu estava aqui... Toda quarta ia na reunião de oração, e na escola bíblica dominical e ainda me sujeitei as células dos Doze!!! Deixei administrarem meu namoro, meu noivado, me casarem com quem eu não queria, me separarem de quem eu não desejava, enquanto eu estava aqui achando que cumpria ordens tuas e que...”
O pobre coitado não sabia que nada mais era que as próprias construções da sua justiça própria... Ele foi capaz de afirmar: - “Sem jamais transgredir uma ordem tua!!!” O pobre coitado não sabia que era o grande transgressor, pois o pai dizia: “Filho, entra. vamos nos alegrar na festa do teu irmão” e ele dizendo: “De modo nenhum!”. E depois tem a coragem de dizer que nunca transgrediu uma ordem do pai. Fica pensando que as ordens do pai são os cumprimentos das leis e não entende que a ordem e o mandamento do pai é o acolhimento no Amor.
“Ele veio para o que era seu, mas os seus não O receberam.” Tem vindo para quem é dele todos os dias, mas nós não O temos recebido. Poucos de nós sabemos e conhecemos a experiência existencial de sermos filhos de Deus. Você quer ver como poucos de nós sabemos? A maioria aqui tem medo de perder a salvação! Você quer ver? Por exemplo: está tudo legal e o cara se sente salvo. Aí acontece uma calamidade... Ele escorregou numa casca de banana e caiu de perna aberta (isso significando um pecado). Como é que você ora nessa noite? Com pouquíssimas exceções, o mais firme aqui já entra naquela oração do: “Senhor, eu não mereço...” “Senhor eu não mereço...”, como se tivesse algum dia havido um momento do qual ele merece alguma coisa. Esses são os mais equilibrados, finíssimos, “Senhor eu não mereço, mas eu estou te pedindo...”. Já a maioria vai para outro lado: “Devolve a minha salvação, prometo que nunca mais faço isso Senhor. Senhor, foi só essa vez, foi a última, eu te juro.” Se o chamarem para expulsar um demônio, ele vai dizer: “Hoje eu não posso, porque eu não estou consagrado...”, se um doente amigo na esquina disser: “Ora por mim.”, ele diz: “Irmão, olha, vai lá na igreja, que tem um pastor ungido lá para orar por você.” Mas ele não vai ter nem coragem de orar por esse indivíduo, ele vai dizer: “Ele mal sabe por onde essa mão passou ontem!” E aí o cara está filho de Deus, e não está filho de Deus, está filho de Deus, e não está filho de Deus, está filho de Deus, não está filho de Deus. Ele passa por escrutínio na eleição federal a cada 4 anos!
A maioria de nós não conhece a experiência de ser filho de Deus, acreditem nisso!! A gente conhece a experiência de ser filho da igreja, a gente conhece a experiência de estarmos vivendo estações em que a gente julga que vive com uma determinada tranqüilidade que deveria ser equivalente a tranqüilidade que é de filho de Deus, mas se uma calamidade acontece, na mesma hora surge a suspeição que você abriu uma brecha para o Diabo e ele entrou na sua vida e está te pegando todo e vai te comer por dentro e aí o cara diz: “Se Deus é por nós, só o diabo contra nós.” Na prática, a gente diz: “Deus é por nós, até o Diabo ficar contra nós”, porque o Diabo que a gente inventou, cresceu, cresceu, cresceu, cresceu, cresceu, cresceu e está pau a pau com Deus. Enorme!
A maioria de nós não conhece a experiência no coração, de pacificação, de segurança, de ancoramento do ser naquilo que é imutável.
MUDEM AS ESTAÇÕES, TREMAM OS MONTES, AS ÁGUAS TUMULTUEM E ESPUMEJEM, TSUNAMIS VARRAM A TERRA, OS CATRINA DESTRUAM AS “NEW ORLEANS” DO PLANETA, EU, TODAVIA, SEI A QUEM PERTENÇO NO DIA BOM, NO DIA MAU, COM SAÚDE OU DOENTE, PORQUE DEUS - MEU PAI - NÃO MUDA!
Não olho para cima achando que há uma conspiração divina contra mim para me pegar em algum lugar. Sei que Ele me ama e sei que o amor Dele é imutável por mim. Sei que “não há nada que possa me separar do amor de Cristo, nem coisas do presente, nem do porvir, nem altura nem profundidade, nem anjos, e nem qualquer outra criatura pode me separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus.” Dentro de mim não há um espírito de escravidão, de medo, de terror, de pânico, de fobia, de culpa. Não olho para os céus esperando que um capricho divino subitamente possa vir contra mim. Ao contrário, eu tenho como filho de Deus - vivendo a experiência da consciência dessa filiação - aquela liberdade que olha para cima e chama Deus de “Paizinho”, de “Aba”. Isso não é da boca para fora, é uma conquista do coração, é uma compreensão, é a certeza de que não estamos mais debaixo da lei, nem do jugo, nem de qualquer condenação, porque a lei do espírito da vida em Cristo Jesus me livrou da lei do pecado e da morte.
Andar como um filho de Deus, não é andar como ensinam por aí: “Se você é filho do Rei declare, decrete: Eu quero um Mercedes, BMW, Senhor... casa de campo, vou te dar esse dízimo, vais me dar 100 vezes mais, que é para os incrédulos saberem onde é que a grana acontece. Sou filho do Rei!” E aí aparece um bando de idiotas andando assim... os fariseus... caminhando como ‘filhos do Rei’. Olha com um coração cheio de preconceito em relação a qualquer outro ser humano diferente dele. Ele é um filho do Rei. Aí a empresa dele começa a quebrar e ele arranja um bruxo evangélico para ir fazer uma “boacumba” lá no dia seguinte: jogar umas aguinhas bentas, dar um passe cristão, dar um descarrego, e começa já a pensar: “Será que eu não sou um filho de Deus?”
Porque não entenderam que essa filiação não tem categoria de mensurabilidade em riquezas, em poder, em nenhuma manifestação histórica, não tem a ver com carne, não tem a ver com sangue, não tem a ver com a vontade do homem, é uma obra de Deus na consciência, no coração, instalando em nós uma certeza: NADA E NINGUÉM PODE NOS SEPARAR DO AMOR DE DEUS. Quando isso se instala, seu coração começa a se pacificar, e você começa a viver como filho de Deus. Seu mundo inteiro muda, você não é mais um acidente de tempo gerando o absurdo da existência humana. Não, você é filho do desígnio e você é filho do amor. E foi feito à imagem e semelhança de Deus, sendo que uma das marcas mais definitivas, é essa capacidade de você poder dizer: Eu sou. Poder dizer isso em Deus, reconciliado, pacificado, garantido acerca da imutabilidade desse vínculo, é o que fez toda a diferença na vida. Aí o governo federal pode ter crises ou pode não ter crises, a gente lamenta, mas nenhuma insegurança se instala, nenhuma síndrome do pânico decorrente de circunstancialidades vai atingir a essência do seu ser, porque lá no âmago do coração há um lugar reservado em segurança inatingível, sólido e inexpugnável em relação a que qualquer dúvida venha a mexer com ele; porque o mundo pode acabar, mas você sabe que é filho de Deus!!! E “ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide, o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento, todavia você se alegra no Senhor da sua salvação.”
Hoje, então, eu faço só um pedido a você: pergunte-se se você virou judeu (não num sentido anti-semita, pelo amor de Deus!). No sentido da descrição que o evangelho faz daquela casta religiosa que tinha tudo para acolher e não acolheu, e para receber e não recebeu, porque estava tomada pela presunção de ser e de estar numa posição tão extraordinariamente privilegiada por méritos próprios e por justiça própria, que quando a Graça de Deus os visitou, eles não a perceberam, porque eles só tinham olhos para eles mesmos. O exercício hoje é perguntar o quão judeu você é, o quão fariseu você é, o quão filho de Abraão-segundo-o-pedigree-apenas você é, o quão religioso você é, o tão presunçoso que já tenha entendido, acolhido e recebido o evangelho quando, de fato, você não discerniu e não acolheu nada, porque o acolhimento dele produz Vida e Paz, reconcilia a gente com Deus e sossega o coração e dá ao ser a certeza absoluta de que ninguém pode arrancar você da mão de Deus. Quando você toma posse do fato de que é filho de Deus, você se torna in-desviável. Ontem, alguém estava preocupado com o filho “desviado”. Eu disse: “Não fala mais isso, não fala isso do garoto. Esta desviado por quê? Só porque não está vindo aqui?” Quando você de fato abre o coração e toma posse pela fé (e é só pela fé que a gente pode tomar posse disso), e seus olhos interiores são abertos... iluminados, e o coração é suscitado em fé e você crê na fidelidade de Deus e crê que o que Jesus fez está feito e ninguém muda, pois se não cai nenhum “i” e nenhum til da Lei, cairá o quê da Graça??? Ela está estabelecida para sempre, e o que nos resta agora, é passarmos a viver a experiência e o benefício dessa consciência! Ele veio para o que era seu, e os seus não O receberam, mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, os quais não nasceram da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. Esses podem dizer: nós vimos a sua glória, glória como do Unigênito do Pai. Benefício do Evangelho, é acerca do que estou falando.
Você pode passar pela vida confessando o nome de Jesus sem experimentar o benefício do Evangelho, ou você pode passar pela vida acolhendo o Evangelho, experimentando o seu benefício na existência e foi para isso que Jesus veio, e se ele não realizar isso em nós, obra nenhuma dele foi feita em nós, porque Ele disse: ”Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundancia.” O Evangelho não é uma doutrina para ser declarada para os outros, é benefício de uma obra divina, para ser absorvida por nós, vivida por nós e para fazer bem a nós. Se não for assim, não é Evangelho de Jesus, não vale a pena dar a vida a ele.
Há uns 4 anos atrás, nós começamos um trabalho em Copacabana chamado Café com Graça, e é uma coisa interessante... parecia uma Gruta de Adulão: só maluco ia lá... um bando de doido... um pessoal maravilhoso! Hoje, a gente está acompanhando a conseqüência e a existência de algumas dessas pessoas. Tem uma delas morrendo de câncer. Às vezes fico pensando: “Meu Deus, como é que ela estaria morrendo se ela não tivesse conhecido a Palavra da tua graça quatro anos atrás? Malucos os mais diferentes, de repente dá um ‘filho beleza’, de repente a cabeça do sujeito vai mudando, a compreensão vai chegando, a graça vai se instalando e ele nem sente. Quando ele vê tem um monte de manias que foram deixadas de lado, de fobias que foram largadas, de condicionamentos que foram quebrados, de escravidões que eram determinantes na vida e que, de repente, se partiram, quebraram-se... Como diz o Salmo: “partiu-se um laço, e eu fiquei livre!”
A mesma coisa a gente está vendo acontecer no Caminho da Graça lá em Brasília: milagres interiores e milagres exteriores, tudo na quietude e na simplicidade, gente vai sendo curada no corpo, na alma, no espírito, consciências vão mudando... De repente, o cara começa a catar aquela angústia e não descobre mais onde ela foi parar... “Onde é que está aquela angústia que não me deixava? Aquela inquietação latente, permanente, aquela fibrilação cotidiana? Aquela ansiedade?” E aí, ele vai vendo que o Evangelho vai entrando, o coração vai sendo pacificado e a vida vai ficando gostosa. Esse é o grande milagre, meu irmão! Isso acontece com adrenalina ou sem adrenalina, isso é obra do Espírito, não é cromossomo de homens, não tem nada a ver com o agito produzido no local...Acontece como poder da Palavra, do Espírito, e se você crê, você recebe o benefício!
ORAÇÃO: Por favor Pai... a gente fica tão duro, tão pedrado, tão senhor de si, tão dono da verdade, tão “filhos de Abraão”, tão “cristãos”, que o evangelho vem e a gente rejeita, que a graça chega e a gente não a reconhece, que a palavra nos é enviada, mas nós não a discernimos, porque nós estamos tão pré-condicionados, tão religiosos, tão filhos dos homens, tão adoecidos e cristalizados em idéias fixadas em nós e que nada tem a ver com aquilo que do teu Espírito nasce como verdade e que aparece como coisa nova dentro de nós todo dia. Por favor, Espírito Santo, não deixe que a nossa vida aconteça com um grande desperdício, confessando o nome de Jesus a vida inteira sem experimentar a paz o sossego, a esperança, a certeza inabalável do teu amor, em dias bons, em dias ruins, em dias de luz, em dias de trevas. Por favor, vem e quebra em nós a presunção e as nossas muitas certezas e arrogâncias e dá-nos hoje um coração enternurado, simplificado, chamado com todo amor para debaixo do aconchego da tua graça, e permite que nós reconheçamos o Evangelho quando o ouvirmos e que nós o acolhamos e que por meio dele nós sejamos feitos filhos de Deus, como aqueles que entram na festa, que aceitam a graça, que aceitam o perdão, que lhes foi dado, que não brigam contra o teu amor, que não perdem tempo para se auto-justificarem para poderem entrar na festa, ao contrário, aceitam e aceitam-se acolhidos pelo teu amor e salva-nos desse espírito que nos deixa do lado de fora, brigando, raivosos, invejosos, amargurados, tão próximos e tão distantes, tão donos de tudo, e tão obcecados por pequeninas coisas, tão cheios de oportunidade de celebração e vivendo de pequenas e contínuas amarguras. Por favor, salva-nos disto, para que ser filho de Deus signifique ser filho de Deus, para que a gente ande por essa terra como filhos de Deus. É isso que eu te peço hoje por cada um dos meus irmãos que estão aqui, e é isso que eu peço que tu aprofundes na minha consciência e no meu coração também hoje, para que eu tome posse de mais um quinhão de mais um bocado de paz de tranqüilidade, de serenidade, de certeza, e de confiança, porque em ti eu fui feito filho de Deus no Senhor Jesus. E dá que isso não seja de nossa boca uma declaração religiosa, mas uma experiência existencial de confiança e paz, e que assim seja e eu sei que assim está sendo, em nome de Jesus. Amém e amém!

Por  Rev. Caio Fábio (caiofabio.net)

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