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sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Bolsonaro apresenta kit de 'ética e cidadania' que será enviado a professores

 Bolsonaro apresenta kit de 'ética e cidadania' que será enviado a professores

O material foi produzido pela Controladoria-Geral da União (CGU) e o Ministério da Educação


Presidente disse que desentendimento entre Guedes e Maia é 'natural' - Marcos Corrêa/P


  Brasília - O presidente Jair Bolsonaro apresentou nesta quinta-feira, 15, iniciativa do governo para a educação básica. Durante a tradicional transmissão ao vivo semanal, o chefe do Executivo divulgou um kit de "ética e cidadania" intitulado "Um por todos e todos por um" direcionado para professores. O material foi produzido pela Controladoria-Geral da União (CGU) e o Ministério da Educação.


  O kit, segundo Bolsonaro, também tem uma versão digital e uma para os estudantes. O presidente fez referência ao "kit gay" para comparar com a nova proposta apresentada. "Que diferença, hein pessoal? Daquele kit de lá trás, vocês lembram? Aquele que ensinava o que os pais não admitiam. Aquela briga nossa contra a aquele partido lá de trás que realmente deseducava as crianças. Agora é diferente", declarou.


   O "kit gay" ao qual o presidente fez referência é um material de combate à homofobia que foi citado por ele em sua campanha eleitoral, mas que nunca foi comprado pelo Ministério da Educação (MEC) para ser distribuído nas escolas públicas.


  Durante a live, o presidente lembrou que hoje se comemora o Dia do Professor e citou que também é professor de educação física. Ele destacou que "grande parte do futuro do Brasil" passa pelas mãos dos professores e disse que "a molecada tem que ser melhor instruída"



Lava Jato

  Na mesma live, Bolsonaro afirmou que Lava Jato "não funcionou" para o seu governo porque, segundo ele, não haveria corrupção na sua administração. Ele completou dizendo que para o Brasil a operação anticorrupção teria função e, "com toda certeza", haverá novos desdobramentos até o fim do ano.


  Na semana passada, Bolsonaro declarou, em evento no Palácio do Planalto, que a operação Lava Jato havia "acabado" porque não há corrupção em seu governo. Ontem, para apoiadores, o mandatário reforçou a fala e afirmou que daria uma "voadora no pescoço" de quem se envolvesse em casos de corrupção no seu governo.


  Horas depois, veio à tona a operação de busca e apreensão que encontrou R$ 33.150,00 em espécie na cueca do então vice-líder do governo no Senado Chico Rodrigues (DEM-RR). Hoje, o parlamentar foi destituído do cargo de liderança. Agentes apreenderam em sua residência em Boa Vista (RR) outros R$ 10 mil e US$ 6 mil em um cofre.


  Ao lado do ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, e do ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário, Bolsonaro sustentou que tenta "fechar os ralos da corrupção que possam estar acontecendo". Ele alegou que não é fácil combater a corrupção porque ela está, na visão do presidente, "enraizada".


Segurança

  Mendonça aproveitou para comentar o caso do traficante André do Rap, solto por decisão monocrática do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), depois derrubada pelo presidente da Corte, Luiz Fux. Hoje, o plenário do Supremo referendou o ato de Fux por nove votos a um. Segundo o ministro da Justiça, o fato de que o pacote anticrime determina reanálise de prisões preventivas a cada 90 dias não significa que o preso deve ser automaticamente solto ao fim desse prazo.


 Bolsonaro acrescentou que jamais colocaria, nas suas palavras, "um elemento como este" em liberdade.


  Além de tentar o tempo todo se desvincular do caso envolvendo Rodrigues, o presidente também sustentou na live desta quinta-feira (15) que a investigação em curso no âmbito do STF sobre suposta tentativa de interferência dele na Polícia Federal não teria encontrado provas de que ele teria agido irregularmente. O inquérito foi aberto após acusações do ex-ministro da Justiça Sérgio Moro.


  Apesar de falar de Moro com irritação ao abordar esse caso, Bolsonaro afirmou em outro momento da transmissão que o ex-juiz federal "foi brilhante" ao coordenar a transferência de lideranças da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) do Estado de São Paulo para presídios federais.



Por ESTADÃO CONTEÚDO

Publicado às 20h50 de 15/10/2020 - Atualizado às 20h55 de 15/10/2020





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