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quarta-feira, 14 de outubro de 2020

‘Dama do Cardeal’ é detida na Itália por desvio de recursos no Vaticano

 ‘Dama do Cardeal’ é detida na Itália por desvio de recursos no Vaticano

                           Pedestres na praça de São Pedro, no Vaticano, em 13 de outubro de 2020 - AFP

Cecilia Marogna, a italiana que recebeu do Vaticano depósitos de meio milhão de euros em uma conta na Eslovênia, foi detida nesta terça-feira (13) em Milão pela polícia financeira, reportaram vários veículos de imprensa italianos.
Ela foi detida na casa de um amigo em Milão (norte), em virtude de uma ordem de captura internacional, emitida pela Interpol, a pedido dos investigadores do Vaticano, segundo o site do jornal Il Corriere della Sera.

As revelações na imprensa italiana sobre esta mulher misteriosa, apelidada de a “Dama do cardeal” ou a “Dama dos 500.000 euros”, contribuíram para aumentar as suspeitas sobre o cardeal Angelo Becciu, demitido subitamente em 24 de setembro pelo papa Francisco por suspeita de desvio de recursos.

Mulheres, espionagem, jogos de poder, dinheiro da Igreja dilapidado… Uma série de vazamentos de documentos à imprensa italiana revelou a existência de Cecilia Marogna e seu nebuloso envolvimento no caso.

A mulher de 39 anos, de aparência clássica e rosto escondido por grandes óculos, havia dito no começo de outubro à imprensa que foi paga como mediadora para libertar sacerdotes e freiras sequestrados na África e na Ásia, e confirmou em várias entrevistas a transferência de meio milhão de euros para a conta de sua empresa, “Logsic”, criada no fim de 2018, na capital eslovena.

Marogna é originária da Sardenha, assim como o cardeal Becciu, de 72 anos, que tomou a decisão de pagar-lhe quando era número dois da secretaria de estado, no topo da hierarquia vaticana.
“Não roubei um euro”, disse a mulher ao jornal Domani.


“Tenho uma carta do cardeal, na qual me autoriza a viajar e ter relações diplomáticas para ajudar a Igreja em territórios difíceis”, destacou, ressaltando que conhece “membros dos serviços secretos italianos”.

“Não sou a amante de Becciu”, disse ao Corriere della Sera, apresentando-se como “uma analista política e especialista em inteligência”, que construiu “uma rede de relações na África e no Oriente Médio para proteger as nunciaturas e as missões” da Igreja.

Vários veículos de imprensa receberam um envelope com as contas de sua empresa.


 O programa televisivo italiano “Le Iene” fez uma reportagem que mostra que 200.000 euros foram gastos para comprar produtos de luxo: um sofá, por exemplo, custou 12.000 euros.

Cecilia Marogna, que disse que depois de tanto trabalho tinha o direito de comprar o móvel, se apresentou como uma vítima das intrigas nos bastidores do Vaticano.

Por AFP


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