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sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Um em cada quatro cariocas gasta mais de uma hora para se deslocar até o trabalho, aponta estudo

 Um em cada quatro cariocas gasta mais de uma hora para se deslocar até o trabalho, aponta estudo

Documento do Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP) indica ainda que quem ganha salário mínimo compromete 19% com passagens de ônibus


Passageiros se queixaram do desaparecimento de linhas de ônibus
Luciano Belford/Agência O Dia


Rio - Moradores da Região Metropolitana do Rio gastam, em média, 67 minutos dentro do transporte público para se deslocar da casa ao trabalho, todos os dias. Os dados são frutos de um estudo do Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP), em parceria com a Casa Fluminense. Segundo o documento, divulgado esta semana, um a cada quatro cariocas gasta mais de uma hora em deslocamentos diários. 


A pesquisa também apontou que 81% da população da Região Metropolitana está distante do transporte de média e alta capacidades - trens, metrô, BRT, VLT e barcas. Entre as mulheres negras, a porcentagem é ainda maior: 84% delas vivem longe de um modal. "Estar distante reduz o acesso à cidade, a qualidade de vida e expõe as pessoas a situações de risco", ressalta o documento, divulgado esta semana.



O gasto financeiro da população com o transporte público também foi um problema apontado pelo estudo. No Rio de Janeiro, duas viagens de ônibus por dia comprometem 19% do salário mínimo - quem recebe R$ 1.045 por mês e paga a tarifa unitária de R$ 4,05 no ônibus, gasta R$ 202,50. 


O ITDP divulgou cinco propostas para melhorar o transporte público fluminense: garantir a prioridade para o transporte público na via, como o uso dos BRS (corredores exclusivos de ônibus); fortalecer a gestão do transporte público; finalizar as obras em andamento, como a do corredor TransBrasil; reformar o marco legal para tornar o transporte público mais eficiente e menos poluente; e diversificar as fontes de financiamento do transporte público. Para o instituto, é fundamental a imediata revisão da concessão dos transportes.


"Essa revisão tem potencial para dar mais flexibilidade na adoção de tecnologias que permitam tornar o sistema de ônibus menos poluente e estimular a cooperação entre operadores e o poder público", afirma Vitor Mihessen, coordenador da Casa Fluminense.



POR YURI EIRAS

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