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quinta-feira, 18 de junho de 2020

RIO DE JANEIRO

Farmácias passam a receber denúncias de violência doméstica
Proposta é do Conselho Nacional de Justiça e a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB)

Por O Dia

                                            Drogarias Pacheco, no Flamengo - Reprodução

Rio - Mulheres vítimas de violência doméstica terão uma nova forma de denunciar as agressões. O Tribunal de Justiça (TJRJ) está desenvolvendo diferentes ações para a divulgação da campanha "Sinal Vermelho Para a Violência Doméstica", que recebe denúncias nas farmácias. A proposta é do Conselho Nacional de Justiça e a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).
O objetivo é que as vítimas mostrem um ‘X’ vermelho na palma da mão para que o atendente da farmácia possa identificar que se trata de uma denúncia e acionar a polícia. Até o momento, 10 mil estabelecimentos do ramo no país confirmaram a participação na campanha.

“É uma campanha de extrema importância, pois o número de casos de violência contra a mulher aumentou assustadoramente durante a pandemia. De acordo com pesquisa recente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o número de feminicídios cresceu 22% nos meses de março e abril, justamente no período de isolamento social”, comenta Wallace Martins, advogado criminal e presidente da Comissão de Direito Penal Econômico da Anacrim (Associação Nacional da Advocacia Criminal).

                                                       Wallace Martins - Arquivo Pessoal
Segundo o especialista, a presença das mulheres nas delegacias para denunciar os crimes, mesmo na pandemia, é imprescindível.
 “Importante contar com a presença de um advogado na hora da denúncia para que a mulher possa estar bem orientada. A denúncia pode levar a uma medida protetiva de urgência e muitas vezes essa medida já diminui a vontade do agressor”, afirma.

Nos casos em que a mulher não tem condições financeiras para contratar um advogado, Wallace lembra que é possível conseguir ajuda gratuita na Defensoria Pública pelo órgão Defensoria Pública da Mulher.
“O importante é não ficar calada diante da agressão. O silêncio só favorece o agressor”, diz.


Por O Dia

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