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segunda-feira, 8 de março de 2021

Rio: número de mulheres vítimas de violência doméstica é de 250 na pandemia

Rio: número de mulheres vítimas de violência doméstica é de 250 na pandemia

No Dia Internacional da Mulher, um número alarmante de vítimas de violência doméstica no Rio chama atenção: foram mais de 250 casos por dia durante a pandemia da Covid-19 em 2020


Istockphoto
Rio: número de mulheres vítimas de violência doméstica é de 250 na pandemia


No Dia Internacional da Mulher, um número alarmante de vítimas de violência doméstica no Rio chama atenção: foram mais de 250 casos por dia durante a pandemia da Covid-19 em 2020. Os dados foram levantados pelo Núcleo de Estudos ISPMulher, do Instituto de Segurança Pública do estado. Entre 13 de março de 2020 e dia 31 de dezembro, mais de 73 mil mulheres foram vítimas de algum tipo de violência no Rio de Janeiro. No entanto, os números são 27% menores que o registrado no mesmo período de 2019 (102.344 vítimas).


Segundo o órgão, o principal problema é a subnotificação, já que a maioria das mulheres ficou trancada em casas com seu agressores em decorrência das restrições implementadas durante a pandemia. No caso do Disque-Denúncia, por exemplo, houve queda de mais de 20% nas ligações sobre violência contra a mulher. No período de isolamento em 2020, mais de 61% delas sofreram violência justamente dentro de casa.


Nesta segunda-feira, dia 8, o Departamento-Geral de Polícia de Atendimento à Mulher (DGPAM) deflagrou a Operação Resguardo, a maior ação de combate a crimes de violência contra a mulher do Brasil. No Rio de Janeiro, os agentes devem cumprir 258 medidas cautelares e protetivas, além de mandados de prisão. Segundo a Polícia Civil, são 98 mandados de prisão expedidos pela Justiça do Rio contra agressores. Até as 10h, 25 pessoas haviam sido presas.


Só em janeiro deste ano, o número de mulheres vítimas chegou a 12.924, mais próximo do patamar do mesmo mês de 2020 (10.878). Em maio de 2020, um dos meses com maior taxa de isolamento social, as delegacias da Secretaria de Estado de Polícia Civil registraram apenas 4.903 casos de violência contra a mulher, uma queda de mais de 50% se comparado com janeiro do mesmo ano.


Os companheiros ou ex-parceiros foram os autores dos atentados me mais de 50% dos casos de violência. Só nos crimes aplicados pela Lei Maria da Penha, que engloba os tipos de violência que acontecem no âmbito doméstico e familiar, 80,7% das mulheres foram vitimadas por parceiros ou ex-parceiros.


O bairro com maior número de casos registros é a comunidade da Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio. Em segundo lugar, está Austin, em Nova Iguaçu (58ª DP), na Baixada Fluminense, seguido de Campo Grande (35ª DP), também na Zona Oeste da capital fluminense. O ranking não mudou muito se comparado com o de 2019. A Cidade de Deus, Austin e o Centro de Duque de Caxias (59ª DP) foram os que registraram mais crimes contra mulheres naquele ano.


No mesmo período analisado, 65 mulheres perderam a vida. Campo Grande é o bairro com o maior número de feminicídios do Rio e do Estado, com quatro vítimas em dez meses. O primeiro lugar no ranking também é ocupado pelo bairro Caonze, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, com o mesmo número de mulheres assassinadas: quatro. Os registros de feminicídio, porém, foram menores que em 2019, quando 73 mulheres foram mortas. Já em 2021, só em janeiro, nove mulheres foram mortas — o maior número de vítimas para o mês desde o início da série histórica, em 2016.


"Tivemos uma queda importante no número de registros de ocorrências na Polícia Civil na comparação com 2019. Acreditamos que essas mulheres, muitas vezes, por estarem confinadas no mesmo ambiente dos agressores, não puderam procurar os órgãos que tradicionalmente as oferecem ajuda. Isso mostra o tamanho do desafio do Estado no enfrentamento a um tipo de violência que acontece intramuros e que, muitas vezes, é normalizada. Precisamos acolher essas mulheres e mostrar que elas não estão sozinhas. É muito importante que a nossa sociedade entenda a importância da denúncia desses crimes", afirmou a diretora-presidente, Marcela Ortiz.


POR AGÊNCIA O GLOBO 

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